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Homem assassinado em hotel de João Pessoa: tudo o que se sabe

Laudo confirma que suspeito de homicídio é menor de idade Um homem identificado como Washington Rodrigo, de 33 anos, foi encontrado morto dentro de um quarto ...

Homem assassinado em hotel de João Pessoa: tudo o que se sabe
Homem assassinado em hotel de João Pessoa: tudo o que se sabe (Foto: Reprodução)

Laudo confirma que suspeito de homicídio é menor de idade Um homem identificado como Washington Rodrigo, de 33 anos, foi encontrado morto dentro de um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. O adolescente suspeito de cometer o crime se apresentou à Polícia Civil e confessou o homicídio. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 PB no WhatsApp Ao longo da investigação, a polícia detalhou a sequência dos fatos, desde o primeiro contato entre os dois até a fuga do suspeito após o crime. Para facilitar a compreensão do caso, o g1 reuniu as principais informações já confirmadas pela investigação. Quem era Washington Rodrigo? Washington Rodrigo tinha 33 anos TV Cabo Branco/Reprodução Washington Rodrigo tinha 33 anos e, segundo familiares, trabalhava como motorista autônomo. À TV Cabo Branco, a família da vítima disse que Washington informou à mãe, na quinta-feira (23), que faria uma corrida para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer. Como vítima e suspeito se conheceram? De acordo com o delegado Diego Garcia, o adolescente de 17 anos chegou a João Pessoa na quinta-feira (23). No mesmo dia, acessou um site de relacionamento, encontrou o perfil de Washington Rodrigo e iniciou uma conversa utilizando o contato disponível na plataforma. Segundo a Polícia Civil, os dois passaram a conversar por um aplicativo de mensagens e marcaram um encontro para a madrugada da sexta-feira (24). A defesa apresentou uma versão semelhante e afirmou que o adolescente pesquisou anúncios no site e que a escolha de Washington Rodrigo foi aleatória. Para entrar no hotel, ele utilizou um documento falso. Como Washington Rodrigo morreu? Homem é encontrado morto e algemado dentro de hotel, na orla de João Pessoa Yanka Oliveira/TV Cabo Branco Segundo a Polícia Civil, o adolescente afirmou que utilizou o cabo do secador de cabelo do hotel para estrangular Washington Rodrigo. Ainda conforme o relato, a intenção seria apenas deixá-lo desacordado para sair do local. O Instituto de Medicina Legal (IML), porém, confirmou que Washington Rodrigo morreu por asfixia. O diretor do IML, Flávio Fabres, informou ainda que o corpo apresentava sinais de tortura. Qual foi a motivação apresentada pelo suspeito para o crime? Segundo a Polícia Civil, os dois se encontraram em um hotel no bairro de Manaíra. Durante depoimento, o adolescente afirmou que suspeitou que Washington Rodrigo havia registrado parte do momento íntimo entre eles e disse ter se sentido intimidado. O delegado Diego Garcia explicou que o adolescente relatou ter usado uma pistola de airsoft para obrigar a vítima a entregar a senha do celular. "Alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima que supostamente teria fotografado alguma parte do momento íntimo dos dois, ao passo que fez ele se algemar, simulando um fetiche, e, mediante o uso de uma airsoft, o constrangeu para entregar seu celular para que ele verificasse se havia mensagem ou fotografias em detrimento de sua pessoa, já que ele se acha um teólogo e por isso não poderia ter a imagem corrompida", disse o delegado. A defesa informou que o adolescente confessou o homicídio e afirmou ter agido por medo de ter a orientação sexual exposta. O que aconteceu depois do crime? Segundo a investigação, o adolescente tentou deixar o hotel com o carro da vítima, mas não conseguiu. O delegado Cristiano Santana afirmou que, depois disso, ele deixou o local sozinho. "Ele tenta sair com o carro da vítima, mas não consegue e evade sozinho, em comportamento normal, inclusive fazendo postagens como se nada tivesse acontecido." A defesa informou que o corpo foi encontrado por uma copeira quando ela foi ao quarto. Quais provas foram encontradas? Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu, entre outras coisas, uma pistola de airsoft, um par de algemas e uma luva cirúrgica. Segundo o delegado Diego Garcia, os objetos ajudaram a esclarecer a dinâmica do caso. "Existe um airsoft que foi apreendido. De fato existiram objetos que foram de grande valia para identificação, com elementos robustos que identificavam a participação do menor." A polícia também informou que não foram encontrados entorpecentes no quarto. Adolescente foi apreendido? O adolescente se apresentou à Polícia Civil na segunda-feira (27), em Caicó, no Rio Grande do Norte, acompanhado do advogado. Na terça-feira (28), ele foi ouvido e transferido para João Pessoa, onde o caso passou a ser conduzido pela Delegacia da Infância e da Juventude. O suspeito já tinha outros registros na polícia? Sim. Segundo a Polícia Civil, o adolescente possui pelo menos 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte e já foi internado em uma unidade destinada a menores infratores. Entre os registros, conforme a polícia, há atos infracionais análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica. Como a idade do suspeito foi confirmada? Inicialmente, o adolescente passou por um exame de arcada dentária, mas o resultado foi inconclusivo. Na quarta-feira (29), um exame de papiloscopia confirmou que ele tem 17 anos. A identificação foi feita por meio da comparação das impressões digitais com o banco de dados do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Civil, o resultado não alterou a forma como o suspeito vinha sendo tratado durante a investigação. "Não tem nenhuma modificação maior em relação à conduta da polícia, porque ele já está sendo custodiado como se menor fosse e, na dúvida, a gente vai dar esse tratamento de menor para ele", disse Fábio Fabres. Qual é a situação do adolescente atualmente? Após a confirmação da idade, o adolescente foi encaminhado para a ala destinada a menores na carceragem da Polícia Civil, em João Pessoa. Na quarta-feira (29), a Justiça manteve a apreensão provisória do suspeito. Segundo a defesa, a medida tem prazo de até 45 dias. Caso não haja sentença nesse período, ele deverá ser colocado em liberdade. A Polícia Civil informou que tem até dez dias para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário. Depois disso, o Ministério Público analisará o procedimento para decidir se apresenta representação à Justiça. Em seguida, deverão ocorrer as audiências previstas no processo. Se houver aplicação de medida de internação, o adolescente passará por reavaliações periódicas, conforme prevê a legislação. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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